Turismo busca a reinvenção no 28ºCIHAT

A importância do mercado doméstico é um dos principais pontos levantados da abertura do Congresso Internacional de Gastronomia, Hospitalidade e Turismo

Desvalorização do real e distância dos maiores países emissores faz com que setor se concentre no mercado local

A abertura do 28o. Congresso Internacional de Gastronomia, Hospitalidade e Turismo (CIHAT) aconteceu em São Paulo no dia 16 de novembro, no Centro de Convenções Rebouças. O evento, realizado e organizado pela Abresi (Associação Brasileira das Empresas de Gastronomia, Hospedagem e Turismo) e pela Confederação Nacional do Turismo (CNTur), é um dos mais tradicionais do setor no Brasil, sempre trazendo uma temática que inclui debates com grandes nomes, reunindo profissionais conceituados para dialogar sobre os mais diversos assuntos.

O presidente da CNTur, Nelson de Abreu Pinto, abriu o evento falando sobre a consolidação da entidade já ser uma realidade e ressaltou importância de órgãos como a FRENTUR (Frente Parlamentar Mista em Defesa do Turismo da Câmara Federal), representada na cerimônia pelo deputado federal Herculano Passos, e a Comissão de Turismo da Câmara, presidida por Alex Manente, também presente à mesa diretiva do evento,na luta por políticas públicas que fortaleçam ao setor.

Assuntos como desafios do setor, gargalos do turismo brasileiro, incentivo ao desenvolvimento do turismo, entre outros, foram algumas das abordagens feitas durante a abertura do evento.

O Secretário de Turismo de São Paulo, Roberto de Lucena, um dos componentes da mesa, frisou a importância do turismo como vetor estratégico na retomada do crescimento econômico e financeiro do Estado de São Paulo. Segundo Lucena, 1/3 dos mais de 40 milhões de visitantes que o Estado de São Paulo recebe anualmente é proveniente do próprio estado.

De acordo com Roland de Bonadona, palestrante convidado para a cerimônia de abertura, o Brasil perdeu, nos últimos 15 anos, 25 % de participação de mercado no turismo internacional. Para Bonadona, que analisou posição do Brasil no ranking Travel & Tourism Competitive Index (28º), os principais aspectos que precisam ser trabalhados são a modernização da visão de turismo, acompanhando a evolução do comportamento do cliente; adaptação aos novos modelos de negócios; e foco no mercado doméstico, devido à grande distância do Brasil aos principais destinos emissores (Europa e EUA).

A solenidade de abertura contou ainda com a presença de representantes do Governo Federal e do Congresso Nacional, presidentes das sete Federações de Turismo, de diversos Sindicatos e lideranças empresariais do trade, entre outros.

À mesa diretoria inicial da abertura estava presentes Nelson de Abreu Pinto, presidente da CNTur e da FHORESP, Michel Tuma Ness, presidente da FENACTUR e vice-presidente da CNTur, Estanislau Bresolin, presidente da FHORESC e vice-presidente da CNTur, o Secretário do Turismo de São Paulo, Roberto de Lucena, representando o governador Geraldo Alckmin, Virgílio de Carvalho, presidente do CODEFAT, os deputados federais Herculano Passos, presidente da FRENTur, Alex Manente, presidente da Comissão de Turismo da Câmara, e Antônio Goulart, o diretor de marketing da EMBRATUR Sérgio Flores de Albuquerque, o Prof. Dr. Mário Beni, Presidente do CENTUR, e Wilken Souto, assessor especial do Ministério do Turismo.

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