3º Congresso da CNTur debate Desenvolvimento Sustentável do Turismo na Amazônia Legal

O evento, que reuniu diversas lideranças políticas e empresariais, abordou temas importantes, entre eles o desenvolvimento econômico e social da região amazônica através da sustentabilidade do Turismo

 

Com um expressivo número de participantes, entre autoridades estaduais e municipais, lideranças do trade e também sindicais dos Estados que integram a região amazonica, o 3o. Congresso de Turismo, Hospedagem e Gastronomia da Amazônia Legal foi realizado na cidade de Cuiabá (MT) no dia 18 de maio e discutiu assuntos polêmicos que afetam o desenvolvimento do Turismo na região.  O tema do Congresso este ano foi “Desafios e Estratégias para o Desenvolvimento do Turismo na Amazônia Legal”.

O presidente da Confederação Nacional do Turismo, Nelson de Abreu Pinto, fez a abertura do evento, que foi prestigiado por diversas autoridades políticas, entre elas, o subsecretário de Turismo do Mato Grosso, Luiz Carlos Nigro – representando o Governo do Estado, e os deputados federais Alex Manente, presidente da Comissão de Turismo da Câmara Federal e Fábio Garcia, nomeado coordenador da Bancada Parlamentar da CNTur na região. Prefeitos de 55 municípios turísticos e empresários do setor, além de ambientalistas e membros das comunidades indígenas participaram do Congresso.

Presidentes dos Sindicatos e dos Conselhos Estaduais das Entidades Sindicais e Civis da CNTur (ConCNTur) dos nove estados que compõem a Amazônia Legal (Acre, Amazonas, Amapá, Roraima, Rondônia, Pará, Maranhão, Tocantins e Mato Grosso) também estiveram presentes.

 

O Congresso contou com a presença do presidente do Conselho Superior da CNTur e vice presidente da entidade, Estanislau Bresolin, dos presidentes de Sindicatos de Hotéis, Bares e Restaurantes de Belém e Ananindeua (PA), Eduardo Boullosa, de Marabá (PA), Dauro Remor, do Amapá, Gilmar Marra dos Santos, de Porto Velho (RO), Ananias Frota,  de Roraima, Ricardo Alves Peixoto,  de Várzea Grade (MT), Luiz Verdun, e do SINDETUR-MA, Paulo Montanha.  Os presidentes dos ConCNTur´s Elissandra Gonçalves, do Amapá, Paula Pedrosa, do Amazonas, Álvaro do Espírito Santo, do Pará, Camila Lagares, de Rondônia, Ricardo Peixoto, de Roraima, Cristiano Ribeiro, do Tocantins, Noslin de Paula Almeida, do Mato Grosso do Sul, e Liana Ribeiro, do Maranhão, estiveram presentes no evento.

 

O presidente da CNTur prestou uma homenagem especial ao sindicalista Raimundo Freire Costa, presidente da Federação dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade da Amazônia Legal (FETRAMA), e ofertou um Diploma de Honra ao Mérito ao subsecretário de Turismo do Estado, Luiz Carlos Nigro, ao presidente do Sindicato das Empresas de Turismo do Mato Grosso (SINDETUR-MT), Oiran Gutierrez, e Jaime Okamura, presidente do ConCNTur-MT  e  coordenador do evento.  Nelson de Abreu Pinto agradeceu o apoio recebido à realização do 3o. Congresso de Turismo, Hospedagem e Gastronomia da Amazônia Legal e empossou o presidente reeleito do SINDETUR-MT, Oiran Gutierrez, e sua diretoria.

O presidente do Conselho Nacional de Turismo da CNTur (CENTur), professor Mário Beni, foi convidado para entregar os diplomas aos novos integrantes do Conselho das Entidades Civis e Sindicais do Turismo de Mato Grosso (ConCNTur-MT), reconduzindo Jaime Okamura à presidência.  O 1o.vice-presidente será Alvani Laurindo, a 2a.vice-presidente será Rejane Pasquali, o diretor financeiro será Rissao Shimada, o diretor secretário será Odenir Matos, a diretora de eventos será Alcimar Moretti, a diretora de Assuntos Amazônicos será Rosilda Riva e o diretor para Assuntos Internacionais será Osmar Canavarros.

 

O Ciclo de Palestras e Debates foi aberto e Mário Beni, presidente do CENTur e reitor da Universidade Corporativa da Confederação, falou sobre o tema “Como identificar e transformar potencial em produto turístico”.

O consultor Mário Petrocchi falou sobre “Desafios, planejamento e projetos de Turismo Sustentável”.  O presidente do São Paulo Convention Bureau, Toni Sando de Oliveira, foi o último palestrante, abordando “Destinos hospitaleiros recebem mais eventos”.

 

CARTA DE CUIABÁ

 

A CNTur Confederação Nacional do Turismo realizou na Cidade de Cuiabá-Mato Grosso, no período de 16 a 18 de maio de 2015, o 3º Congresso de Turismo Hospedagem e Gastronomia da Amazônia Legal, para discutir soluções e políticas públicas para o setor, com o tema:

 

DESAFIOS E ESTRATÉGIAS PARA O DESENVOLVIMENTO                   SUSTENTÁVEL DO TURISMO NA AMAZÔNIA LEGAL

 

Reuniu lideranças políticas, prefeitos de 55 cidades de interesse turístico da região, Sindicatos de Hotelaria, Gastronomia e Turismo e os ConCNTurs - Conselhos Estaduais das Entidades Turísticas da CNTur dos nove estados que compõem a Amazônia Legal – Acre, Rondônia., Roraima, Amapá, Amazonas, Pará, Maranhão, Tocantins e Mato Grosso. A região Amazônia é uma floresta urbanizada, com 69.7% de seus 20 milhões de habitantes vivendo em núcleos urbanos.

É um continente verde admirado pelo mundo, com cerca de 7.81 milhões de km2, equivale à metade da América do Sul, estende-se por oito países: Brasil, Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Equador, Suriname, Guiana e um território Francês – Guiana Francesa. Cerca de 70% a região fica em território brasileiro, onde ocupa cerca de 5 milhões de Km2, aproximadamente 61% da área total do país, abrigando mais de dois terços das fronteiras terrestres brasileiras.

 

O foco principal das discussões tomou como referência as seguintes premissas:

 

  • Sustentabilidade social – com a implantação de infraestrutura básica de acessibilidade; inclusão social – com destaque do modus vivendi das comunidades indígenas e populações tradicionais, elemento fortemente presente no imaginário turista internacional, indicando o ecoturismo como um dos segmentos de maior interesse mercadológico.

 

  • Desoneração Fiscal para a hotelaria e restaurantes, com foco na redução de custos de gestão, tornando mais barato o turismo no país.

 

  • Retorno dos Programas PRODETUR-PROECUTUR do Ministério do Turismo para a Amazônia Legal, com financiamento do BID – Banco Internacional de Desenvolvimento.

 

  • Sustentabilidade econômica – Avaliação da atividade turística como alternativa estratégica de desenvolvimento sustentável para a região amazônica, justificando-se pelo potencial de sua oferta diferencial e pelo crescente interesse de mercados consumidores mundiais pela Amazônia.

 

  • Identificar e Transformar Potenciais em Produtos Turísticos, a fim de se tornar sustentável a atividade turística como fator econômico produtivo de qualidade.

 

  • Planejamento para a implantação de projetos de turismo sustentável, assegurando a imperiosa preservação ambiental dos biomas amazônicos como coração do planeta.

 

  • Qualificação profissional na busca de mais qualidade no receptivo turístico, especialmente com vistas ao chamado Turismo Profissional e de Negócios, com foco na máxima de que destinos hospitaleiros recebem mais eventos.

 

  • Sustentabilidade institucional, tema perseguido desde o 1° Congresso de Turismo, Hospedagem e Gastronomia da Amazônia Legal, divulgado na Carta de Belém, com instâncias de governança regional que promovam ações interestaduais e internacionais.

 

RECOMENDAÇÕES

 

  • Constituir e consolidar rede e instâncias governamentais e de cooperação técnica e financeira internacional e regional, que pesquisem, planejem e atuem com diretrizes e eixos estruturantes para o desenvolvimento da Amazônia.

 

  • Mobilidade regional – Planejar e assegurar conectividade e mobilidade, permitindo à região comunicar-se internamente com o resto do país e do exterior.

 

  • Malha aérea nacional e regional – reduzir taxas aéreas portuárias, criando uma malha aérea regional integrada entre os estados e os países limítrofes, com maior frequência de voos. Inclusive a adoção de code share, com redução das tarifas do ICMS sobre combustível.

 

  • Logística intermodal de transporte – estabelecer plano regional de logística intermodal de transportes – aéreo, marítimo fluvial, terrestre e ferroviário.

 

  • Malha rodoviária regional – priorizar a conclusão da malha rodoviária nos eixos estratégicos de desenvolvimento regional e conexão entre as 9 capitais da região da Amazônia Legal, bem como as ligações com os 8 países fronteiriços.

 

  • Qualificação e requalificação – maior financiamento para qualificação profissional, acadêmica e de gestão, em curso de graduação e pós-graduação.

 

  • Plano estratégico regional – conscientização das instâncias de governança regional para a necessidade de elaboração de plano estratégico de desenvolvimento turístico regional, com plano de marketing correspondente.

 

                                                        Cuiabá, 18 de Maio de 2015

                                              

                                                        Nelson de Abreu Pinto                                                                                    

 

 Presidente da CNTur11148320_756806901099942_4234845851998362730_n

Pin it